11/08/2017

Ricardo Caron

Seu primeiro carro foi o veículo utilizado pela família, em 2000

Caron há 16 anos nos arrancadões
Seu primeiro carro foi o veículo utilizado pela família, em 2000
Ricardo Caron, de 33 anos, é um apaixonado pelo arrancadão, uma modalidade esportiva praticada com provas de arrancada, que se trata de um tipo de competição, uma forma de corrida praticada por veículos automotores, na qual automóveis ou motocicletas, originais ou especialmente preparados, completam um trajeto reto e nivelado no menor espaço de tempo, partindo da imobilidade.
De acordo com o esportista, a arrancada existe há muitos anos no cenário mundial. No decorrer do tempo, a evolução técnica, eletrônica e das pistas de arrancada vem profissionalizando cada vez mais esse esporte e, consequentemente, agregando mais adeptos.
Normas que precisam ser respeitadas
Na arrancada, existem regulamentos estabelecidos para cada campeonato, os quais normatizam os itens a serem observados para cada tipo de veículo que participa de determinada categoria, nas extensões de pista de 201 e 402 metros. Essas normas padronizam questões relacionadas à segurança, com vistas ao uso de equipamentos a fim de preservar a vida do piloto; normatizam o tipo de pneu e combustível que poderão ser usados no veículo; e também abrangem a limitação e/ou liberação do tipo de equipamento mecânico e eletrônico que poderá ser utilizado.
De acordo com Caron, são três os requisitos básicos sempre utilizados em competições de arrancada, que são os recursos para viabilizar o projeto do carro; a segurança por parte do veículo e locais onde são promovidos os eventos; e a seriedade dos envolvidos, tanto no projeto do carro quanto dos organizadores de evento. “Uma vez que a pessoa tiver a oportunidade de participar, tanto como expectadora ou como piloto, as sensações afloram naturalmente. No momento em que o carro está alinhado no grid, aguardando o sinal verde, vivemos um mundo à parte, repleto de sensações que se misturam entre adrenalina e euforia, aliadas à vontade de sempre superar nossos limites pessoais”, destaca o esportista. Caron explica, ainda, que as sensações, para ele, são uma compensação particular das horas, dias, meses e de recursos dedicados ao projeto do carro.
Trajetória
A trajetória de Caron nesse esporte iniciou-se no ano 2000, quando acompanhava as provas no RS e, com certa frequência, começou a se aventurar em eventos realizados nas cidades de Guaporé, Estrela e Tarumã. “A evolução foi acontecendo aos poucos. Tive a oportunidade de passar por diversas categorias, com veículos que, ao longo dos anos, pude desenvolver em parceria com amigos e equipes que me acompanhavam”, conta.
Seu primeiro carro foi o veículo utilizado pela família. “Na época, inspirado por veículos que acompanhava na mídia e por influência de alguns bons amigos, os quais preservo até hoje, desenvolvi um projeto mais básico para atender às minhas necessidades e poder experimentar minhas habilidades no esporte arrancada”, relata.
Participação em campeonatos
A participação de Caron em campeonatos ocorreu com maior frequência nos anos de 2011, 2013 e 2014, quando participou do Campeonato Metropolitano de Arrancada, realizado nos autódromos de Tarumã, Santa Cruz do Sul e no Velopark.
Em 2011, conquistou o vice-campeonato; em 2103, ficou campeão; e em 2014, foi vice-campeão novamente.
Projeto futuro
Atualmente, o esportista está concluindo um novo projeto, que ainda necessita de alguns acertos. O veículo é um VW Gol, que utiliza motor de quatro cilindros turbo, com as devidas alterações em motor, freios, câmbio e suspensão, em busca de um equilíbrio entre durabilidade, segurança e performance, com o objetivo de tentar baixar seu recorde pessoal de 7,511 segundos nos 201 metros.
Os laços que o esporte constrói
O objetivo principal das arrancadas, para Caron, são de descontração e as relações proporcionadas pelo esporte. “O maior legado que tenho na arrancada são as amizades que fiz e ainda cultivo, depois de tantos anos”, afirma.
A família sempre apoiou e vive o esporte com Caron. “Procuro, sempre que possível, proporcionar a eles essa oportunidade de estarmos juntos, dentro e fora das pistas. Quem sabe, em um futuro próximo, possamos alinhar dois carros da mesma família no grid?”